Venceram os indígenas no STF, mas haverá novas batalhas
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Míriam Leitão / O GLOBOO Supremo Tribunal Federal formar maioria em favor dos indígenas, derrubando a tese de marco temporal, é um momento histórico. Mas a briga em torno dessa discussão continuará porque o Projeto de Lei do Congresso é outra ameaça que ronda os povos indígenas.
O voto de Luiz Fux foi acompanhando o relator Edson Fachin que não reconhece o marco temporal, ou seja, não reconhece a interpretação de que os indígenas só podem reclamar as terras onde estavam em 5 de outubro de 1988.
O voto da ministra Cármen Lúcia começou citando Darcy Ribeiro e não por acaso. Darcy, defensor conhecido dos indígenas, foi citado pelo ministro André Mendonça de forma errada e desrespeitosa porque era para concluir o oposto do que o grande antropólogo sempre defendeu.
- A impagável dívida que a sociedade brasileira tem com os povos originários - diz Cármen, se preparando também para votar contra o marco temporal.

