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EUA e Europa dão o troco em Lula

Por Merval Pereira/ O GLOBO

 

O fundamento principal da derrota da candidata brasileira à presidência do IPCC – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – é que a Europa e os EUA se uniram para eleger o representante inglês e dar uma demonstração de força diante de Lula. Querem continuar no controle das políticas climáticas no mundo. Há também alguns detalhes da política externa brasileira que complicam a situação: o apoio velado à Rússia e uma disputa com os EUA.

 

Esse tipo de coisa não agrada aos europeus, que deram o troco numa área essencialmente brasileira - se não tivesse perdido os quatro anos de Bolsonaro, o Brasil seria o principal país do mundo em questões climáticas. Está retomando essa iniciativa e seria importante chefiar o IPCC. Mas aí entram questões de geopolíticas que pesam nesses organismos internacionais. É um erro fundamental de Lula querer se envolver em questões como Venezuela e Rússia, que não são áreas de influência do Brasil.

 

Ele tinha que se dedicar completamente à questão ambiental – é a prioridade do mundo e está na mão dele. O principal cenário desta política internacional é a Amazônia brasileira e Lula deveria estar empenhado com todas as forças políticas a seu alcance na questão climática.

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