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Lula xinga suspeito de hostilizar Moraes e diz que não derrotou ‘bolsonaristas’

Por Natália Santos / O ESTADÃO DE SP

 

SÃO BERNARDO DO CAMPO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou de “canalha” o suspeito de hostilizar o ministro do Superior Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no aeroporto em Roma, na Itália. Durante cerimônia de posse da nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC neste domingo, 23, o petista voltou a defender que o bolsonarismo não foi derrotado.

“Vocês têm que estar preparados porque nós derrotamos o Bolsonaro, mas não derrotamos os bolsonarista ainda. Os malucos estão na rua, ofendendo pessoas, xingando pessoas como aconteceu esses dias com Alexandre de Moraes, no aeroporto de Roma, que um canalha não só ofendeu ele, como bateu no filho dele”, disse.

Moraes foi hostilizado na última sexta-feira, 14, por um grupo de brasileiros no aeroporto internacional de Roma, na Itália; o filho do magistrado teria sido agredido durante a confusão. Os agressores foram identificados pela Polícia Federal e já prestaram depoimento.

O petista ainda defendeu uma harmonia entre aqueles que não possuem uma mesma opinião política. “Nós vamos dizer para eles que a gente quer fazer com que esse país volte a ser civilizado. As pessoas não tem que se gostar. Tem apenas que se respeitar. Isso é democracia”, disse

Nesta sexta-feira, 21, o governo lançou o “Pacote da Democracia”, conjunto de leis que aumentam a punição para crimes envolvendo membros políticos do Legislativo, Judiciário e Executivo. Uma das ideias propostas defende 40 anos de prisão para aqueles que atentarem como o Estado Democrático de Direito.

Enquanto o presidente era aguardado, os organizadores do evento puxaram, em diversos momentos, os gritos de “Olé, olé, olé, olá, Lula, Lula.” O público cantou e fez o “L”. Em um momento, os apoiadores presentes no local começaram a cantar “Lula, cadê você? Eu vim aqui só para te ver.”

Lula reafirma restrição na venda de armas

Durante seu discurso, Lula reafirmou que proibiu a venda de pistolas 9mm, em uma referência ao decreto de armas assinado na sexta-feira, 21, opondo-se à flexibilização da venda de armas de fogo, que foi um das bandeiras do governo de Jair Bolsonaro. O decreto altera uma série de quesitos envolvendo a aquisição, registro, porte e uso de armas. Entre as mudanças estão a retomada da restrição para alguns tipos de calibre, um maior limite na aquisição de armas e munições, a criação de regras para instalação e funcionamento de clubes de tiro.

“Esse negócio de liberar armas é para favorecer o crime organizado”, afirmou o presidente. “O que nós precisamos é baratear o preço do livro, é abrir bilbioteca em conjunto habitacional. Fomentar as crianças a terem acesso à cultura, não ter acesso a arma e a violência”, acrescentou.

Como mostrou o Estadão, deputados de oposição apresentaram projeto para suspender o decreto de armas de Lula.

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