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Bolsonaro exonera diretor-geral da PF mas não indica substituto

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2020 | 04h58

A exoneração do diretor-geral da Polícia FederalMaurício Valeixo, determinada pelo presidente Jair Bolsonaro, foi oficialmente publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 24.

De acordo com a publicação, assinada também pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a exoneração foi “a pedido”. Apesar de haver especulações sobre o atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)Alexandre Ramagem, como substituto de Valeixo, o doumento não aponta um novo nome. Tradicionalmente, a escolha é feita pelo ministro da Justiça.

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O diretor da PF, Mauricio Valeixo Foto: Denis Ferreira Netto/ESTADÃO

A decisão do presidente ocorre dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a abertura de inquérito para investigar quem organizou e financiou manifestações em defesa da ditadura, no domingo. Bolsonaro participou de um ato com esse teor diante do QG do Exército, em Brasília. Ficou irritado depois que alguns de seus aliados entraram na mira da Polícia Federal.

Pedido de demissão de Moro

Desgastado no governo desde que sua agenda de combate à corrupção perdeu protagonismo, Moro avisou na quinta-feira, 23, ao presidente Bolsonaro que deixaria a equipe caso ele impusse um novo nome para a diretoria-geral da PF. A ameaça de demissão provocou fortes reações nos três Poderes e a ala militar do governo entrou em campo na tentativa de segurar Moro, o mais popular ministro da Esplanada.

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