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Efeito de 30 dias de isolamento abala setores da economia do Ceará

A bicicleta que antes ficava rodeada por pessoas e carregada de salgados e sucos por todos os bairros que percorria em Fortaleza teve, no último mês, cada dia menos gente ao redor, ou até ninguém. Márcio - nome fictício do proprietário da bike, trocado a pedido dele - permanece insistindo na rotina diária de sair cedo e voltar à noite para casa, infringindo o decreto estadual de isolamento social na tentativa de sustentar a mulher e o filho com o trabalho de vendedor de lanches. Mas o resultado não tem sido favorável.

 CearáNordesteBrasil
Nº de Casos 3 108 8 507 36 599
Nº de Óbitos 181 479 2 347
 

A história de Márcio expõe a fragilidade da população mais vulnerável, de trabalhadores autônomos e informais cuja participação na economia sempre foi ativa, mas, diante da crise gerada pelo novo coronavírus, torna-se insustentável. Os primeiros trinta dias de isolamento social afetaram bruscamente os negócios e a renda.

Com fábricas, lojas e escritórios fechados, não há mais quem compre seus produtos. "Antes eu trazia 70, 80 lanches, mas hoje trago só 30 e nem vendo tudo. Para quem recebia R$ 250, R$ 300 por dia, hoje, eu tiro nem R$ 50. Eu faço a mesma rota que fazia antes, mas tudo está fechado, não tem ninguém para comprar", lamenta.

Com a redução da renda, Márcio teve de buscar o apoio do auxílio de R$ 600 anunciados pelo Governo Federal. Mas até agora não obteve a aprovação pelo aplicativo da Caixa. Ele contou que, juntamente com sua esposa, fez o cadastro no primeiro dia de liberação do programa. O processo, no entanto, segue em análise. Sem a ajuda, Márcio continua saindo em busca das vendas, mesmo com o risco de contágio pelo coronavírus. DIARIONORDESTE

Ele diz não ter medo de "pegar" a Covid-19, mas teme a possibilidade de passar para o filho ou a mulher. "Eu tenho fé que eu não vou pegar. Deus me proteja", pede.

Com a renda reduzida a um quinto do que faturava antes da pandemia, o trabalho nos três primeiros dias desta semana deu apenas para conseguir continuar comendo e preparando os lanches, mas a fatura do cartão de crédito está atrasada, assim como outros gastos essenciais da família.

E o cenário não é diferente para as empresas, que sentem os impactos da redução da atividade econômica, mas ainda não mensuram perdas.

 

Ele diz não ter medo de "pegar" a Covid-19, mas teme a possibilidade de passar para o filho ou a mulher. "Eu tenho fé que eu não vou pegar. Deus me proteja", pede.

Com a renda reduzida a um quinto do que faturava antes da pandemia, o trabalho nos três primeiros dias desta semana deu apenas para conseguir continuar comendo e preparando os lanches, mas a fatura do cartão de crédito está atrasada, assim como outros gastos essenciais da família.

E o cenário não é diferente para as empresas, que sentem os impactos da redução da atividade econômica, mas ainda não mensuram perdas.

 

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