PM impede protesto contra a tarifa em SP e grupo anda só 500 m

A Polícia Militar impediu nesta quinta-feira (16) o prosseguimento de um protesto contra a tarifa do transporte público realizado pelo MPL (Movimento Passe Livre) em São Paulo.
Conforme a Folha mostrou nesta quinta, o governo João Doria (PSDB) tem usado uma série de táticas para desarticular protestos.
A PM sufocou a manifestação com bombas de gás, detenções e bloqueios. Os manifestantes, que queriam ir do Theatro Municipal até avenida Paulista, só conseguiram chegar até a Praça da República, a cerca de 500 metros de lá.
Policiais disseram aos manifestantes que, devido às chuvas, não autorizaram o trajeto proposto.
Os policiais detiveram manifestantes que tentavam avançar. Segundo a polícia militar, dez pessoas foram levadas ao 2º DP, no Bom Retiro. Do grupo, dois são menores de idade.
O MPL diz outros dois manifestantes foram enquadrados pelos policiais, mas liberados em seguida.
Até o início da madrugada desta sexta-feira (17), todos permaneciam na delegacia, segundo o advogado Leandro Raca, do Projeto Aliança, disse à Folha.
O projeto disponibiliza advogados em defesa de casos de violação de liberdades e direitos fundamentais.
Ao menos um fotojornalista relatou ter sido agredido com três chutes por policiais. Manifestantes também foram atingidos por golpes de cassetete.
A PM começou a deter manifestantes após alguns deles ultrapassarem uma barreira na praça da República, estabelecida pelos policiais como ponto máximo onde o protesto poderia chegar. A reportagem viu mediadores indicando pessoas mascaradas para serem detidas. No entanto, policiais avançaram e detiveram também pessoas que não cobriam o rosto.
Entre os oito detidos estava Andreza Delgado, militante do Passe Livre e também organizadora do Perifacon. Ela em nenhum momento cobriu o rosto e foi arrastada pelo cabelo por policiais.



