Nove anos após Lei de Resíduos Sólidos, coleta de lixo não melhora no Brasil
O GLOBO
A Política Nacional de Resíduos Sólidos acabou de completar mais um aniversário. Agora são nove anos integrando aquela lista longa e triste de leis que não são cumpridas no Brasil - para prejuízo do meio ambiente e da saúde dos cidadãos.
Toda segunda-feira os restos de frutas, legumes e verduras separados pelo engenheiro ambiental Pedro Henrique Beviláqua são recolhidos por uma empresa: “Alimentos crus a gente joga, todos eles, no baldinho da compostagem”.
O lixo orgânico de 1.300 clientes é levado por ciclistas até o caminhão, que segue para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Lá, o material é misturado a serragem e revirado uma vez por semana por um trator. Leva-se quatro meses até que a compostagem chegue ao fim.
A produção é de 40 toneladas por mês. O resultado da compostagem é um adubo orgânico de excelente qualidade, que é peneirado e ensacado. Parte é devolvida aos clientes, parceiros do projeto. A outra parte é vendida no mercado.
A destinação inteligente de resíduos orgânicos para, por exemplo, produzir adubo, deveria ser regra no Brasil há pelo menos nove anos, desde que a Política Nacional de Resíduos Sólidos entrou em vigor.
Pela lei, só deveriam seguir para aterros sanitários os rejeitos materiais que não podem ser reaproveitados como, por exemplo, embalagem de alumínio e fralda descartável.

