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Alckmin planeja congresso sobre rumo do PSDB

Presidente do PSDB federal, Geraldo Alckmin informou a cardeais tucanos que pretende realizar um congresso para redefinir o rumo do partido. Sua ideia é marcar o encontro para fevereiro, antes das convenções que elegerão novos dirigentes da legenda em âmbito municipal (março), estadual (abril) e federal (maio). Com esse movimento, Alckmin bloqueia articulações para retirá-lo do comando do PSDB antes de maio, quanto termina o seu mandato.

A movimentação de Alckmin coincide com a ascensão de João Doria. Vitaminado pela conquista do governo de São Paulo, Doria consolidou a aproximação com Jair Bolsonaro, que iniciara durante a campanha. Assumiu a defesa do reposicionamento ideológico do PSDB, com a adoção de um ideário mais liberal do que social-democrata. Intensificou, de resto, a cobrança por renovação da direção da legenda. De afilhado político, Doria passou à condição de pedra no sapato de Alckmin, um padrinho que saiu das urnas presidenciais com humilhantes 4,7% dos votos.

Doria prevaleceu em São Paulo contra a vontade de fundadores do PSDB, à frente Fernando Henrique Cardoso. Entre o primeiro e o segundo turno, foi chamado de “traidor” por Alckmin numa reunião da Executiva do partido. Num instante em que tucanos como o senador Tasso Jereissati já flertavam com a ideia de deixar o ninho, Doria procurou Alckmin na semana passada. Almoçaram juntos. O gesto foi entendido como tentativa de composição com a chamada velha guarda, que colocou as plumas de molho. JOSIAS DE SOUZA

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