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Brasil 200: segue o jogo! Gabriel Kanner

Quando o Brasil 200 foi fundado, em 17 de janeiro de 2018, jamais imaginei que aquele movimento mudaria a minha vida drasticamente. À época era gerente comercial na Riachuelo e não passava pela minha cabeça fazer qualquer outra coisa senão seguir uma carreira corporativa. Lançamos o projeto num sábado, quando nosso fundador, Flávio Rocha fez uma apresentação para um público de 400 empresários brasileiros.

O nome remetia aos 200 anos da Independência do Brasil, que completaremos em 2022, e buscávamos implementar uma agenda de mudanças para chegar a esta importante data com um país melhor do que tínhamos. Queríamos construir algo totalmente novo no Brasil —um grupo que pudesse verdadeiramente representar o setor produtivo e fazer o empresariado assumir o seu protagonismo no debate político e econômico brasileiro. Uma semana depois, larguei o meu emprego na empresa e mergulhei de cabeça no Brasil 200. Eu não fazia ideia do que aconteceria ou no que se tornaria aquele incipiente movimento, mas eu sentia no ar que havia algo acontecendo no Brasil, e o meu coração me dizia para seguir este rumo.

O ano de 2018 foi muito intenso. Fizemos eventos e montamos núcleos por todo o país falando sobre liberalismo, conservadorismo e o processo de transformação que estava ocorrendo no Brasil. Durante o ano passado focamos na estruturação do Instituto Brasil 200. Montamos diretoria executiva, conselho e sede oficial em São Paulo.

Participamos ativamente da luta pela reforma da Previdência, MP da liberdade econômica e, mais recentemente, estávamos absolutamente imersos na discussão da reforma tributária, participando de debates com os principais especialistas do Brasil. Também consolidamos o braço social do instituto, que passou a atuar ativamente durante a crise atual. Sinto-me realizado com o trabalho que foi feito até aqui.

Nas últimas semanas, o fato de eu ter feito críticas ao governo Bolsonaro gerou desconforto em alguns membros. Discordâncias são naturais, e eu estou sempre aberto a dialogar. Assim estava fazendo internamente. Mas, para minha surpresa e de todos os empresários do grupo, uma pessoa sem ética teve acesso a algumas mensagens de WhatsApp e as vazou para a imprensa. Certamente para nos desgastar.

Após o ocorrido, conversei com cada um e não restou nenhum mal-entendido.
Ao mesmo tempo, como presidente, não posso permitir que o instituto seja uma organização chapa-branca governista. Obviamente, temos um grande alinhamento com o governo federal, apoiamos a eleição de Jair Bolsonaro e defendemos praticamente toda a agenda implementada desde então.

Porém, críticas construtivas são importantes. Mantemo-nos fiéis aos princípios e valores que nos nortearam desde a nossa fundação. Mantenho o máximo respeito e admiração por cada um que participou do grupo até aqui, mas o Brasil 200 deve seguir seu caminho e sua missão.
Uma nova geração de empresários está se consolidando, e seguiremos trabalhando com o mesmo afinco e dedicação dos últimos dois anos. O Brasil precisa de cada cidadão neste momento, e o Brasil 200 está mais preparado do que nunca para ajudar nessa missão. Segue o jogo!

Gabriel Kanner

Presidente do Instituto Brasil 200, é formado em relações internacionais na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) FOLHA DE SP

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