Marginais em ação - O ESTADO DE SP
Lula é o Partido dos Trabalhadores. Sem ele o PT não existe. Para os petistas, a palavra de Lula é lei, mandamento supremo que, como tal, se sobrepõe a qualquer preceito legal, inclusive os estabelecidos pela Constituição federal. Em 2012, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou por corrupção a cúpula dirigente do PT no rumoroso processo do mensalão, Lula decidiu que as sentenças foram ditadas “sem provas”, por pressão da opinião pública e da mídia. Sua palavra de ordem foi rigorosamente acatada pela manada petista, que, para compensar a “injustiça” praticada contra seus ex-dirigentes, elevou-os à categoria de “guerreiros do povo brasileiro”.
Barbosa, crítico do governo - O ESTADO DE SP
Ninguém superou o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, nas críticas ao governo, ontem, durante sua audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Suas críticas foram dirigidas, é claro, aos antecessores, ou, mais precisamente, ao ex-ministro Guido Mantega, ocupante do posto entre 27 de março de 2006 e 1.º de janeiro de 2015. Ao mencionar, por exemplo, a intenção de pagar compensações em atraso a Estados exportadores, acrescentou: “Desde que assumi o Ministério da Fazenda, tenho procurado resolver pendências que meus antecessores não resolveram. Isso não vai ficar para o Orçamento do próximo ano”.
O PMDB abala o governo em apenas três minutos
A presidente Dilma Rousseff sabia que ia acontecer, seus ministros e assessores mais próximos também. Mas houve um pouco de crueldade no rito final. O PMDB gastou apenas três minutos de reunião para anunciar que estava fora do governo, nesta terça-feira (29), em Brasília. Desembarcou de uma aliança de uma década com oPT e abriu mão de sete ministérios e mais de 600 cargos sem qualquer piedade, pompa ou enrolação, num intervalo de tempo suficiente para fritar um ovo.
Aneel cobrará R$ 6,25 bi do Bertin por descumprimento de contratos
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou em reunião nesta terça-feira um pedido de acordo do Grupo Bertin e decidiu que abrirá processo para a cobrança de 6,25 bilhões de reais em multas e dívidas da empresa por não entregar uma série de termelétricas cuja produção já havia sido vendida em leilões de energia promovidos pelo governo federal.
Governo vai redistribuir pastas do PMDB e relação de Dilma e Temer está 'interditada', diz Wagner
BRASÍLIA - O ministro-chefe do Gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, afirmou nesta terça-feira, 29, que a saída do PMDB abre caminho para uma “repactuação” com os demais partidos da base aliada. Ele admitiu, porém, que a relação entre a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer ficou “politicamente interditada” após a decisão. “A decisão do PMDB chega em uma boa hora, porque oferece à presidente Dilma a chance de repactuar o seu governo, ou seja, de começar um novo governo”, disse o ministro.
Adeus, PT! “Nós” sempre fomos bons, com todos os nossos defeitos.
O PT, Lula muito particularmente, dividiu o mundo em dois grupos: aqueles a que chamava “nós” — que são os petistas — e “eles”, que era o restante dos brasileiros, os que não estavam afinados com as teses do partido. Ora, meus caros, desde sempre, o grupo dos não petistas era uma esmagadora maioria, certo? Desde sempre, houve mais não petistas do que petistas no Brasil. Mas, durante um largo período, sempre pareceu o contrário. A minoria se impunha na base do berro, da formação de verdadeiras milícias — físicas, mesmo, ou nas redes sociais — e do assédio moral.
PT criticava no julgamento de Collor o fisiologismo, ressuscitado sob Dilma
Incorporado à base congressual dos governos petistas desde a gestão Lula, Fernando Collor foi alvo de ataques implacáveis do PT durante a tramitação do processo de impeachment que o arrancou do Planalto em 1992. As críticas eram mais ácidas quando se referiam à principal arma de resistência de Collor: o fisiologismo. Decorridos quase 24 anos, Dilma lança mão da mesma artilharia para tentar salvar o seu mandato. A diferença é que, agora, o PT já não acha o fisiologismo tão execrável.
Após desembarque, Temer deseja ser ‘discreto’
Consumado o rompimento do PMDB com o governo, o vice-presidente Michel Temer deseja guiar o seu comportamento nas próxima semanas pela máxima segundo a qual as grandes articulações políticas são mudas. Festejado na convenção nacional do seu partido com gritos de “Temer presidente”, o substituto constitucional de Dilma Rousseff planeja ser tão discreto quanto o outro lado da lua.
Em três minutos, PMDB anuncia desembarque do governo por aclamação

BRASÍLIA — Em clima de festa e aos gritos de "Fora, PT" e "Temer presidente", o PMDB aprovou por aclamação em três minutos a moção de rompimento com o governo Dilma Rousseff. O clima da reunião do partido nesta terça-feira foi de euforia entre os defensores do desembarque.
O governo Dilma se desintegra - ÉPOCA
A lenta, gradual e segura saída do PMDB do governo moribundo de Dilma Rousseff será finalmente formalizada nesta terça-feira (29). Os chefes do partido seguiram o plano definido logo após os protestos de 13 de março, quando milhões de brasileiros foram às ruas pedir o impeachment de Dilma. A distensão entre PT e PMDB transcorria desde o começo do segundo mandato da presidente, acelerou-se com o agravamento da crise econômica e tornou-se inevitável após acarta do vice-presidente Michel Temer a Dilma. As expressivas manifestações de março permitiram aos chefes do PMDB justificar um desejo político como obrigação cívica.




