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Balcão de negócios - ISTOÉ

"No vale-tudo para escapar do impeachment governo vai distribuir R$ 50 bilhões em emendas e negociar 600 cargos, além de R$ 1 milhão por cada voto favorável e R$ 400 mil para o parlamentar que se prestar ao covarde papel de se ausentar da votação"

Mel Bleil Gallo

Em desespero para impedir a oposição de alcançar os 342 votos necessários para apeá-la do poder, a presidente Dilma Rousseff transformou corredores e gabinetes da Câmara dos Deputados e do Palácio do Planalto em verdadeiros balcões de negócios. A exatos 6,5 quilômetros do Congresso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participa da articulação e seu quarto de hotel foi convertido em sala de negociações, por onde passam a toda momento ministros e lideranças partidárias. No vale-tudo para escapar do impeachment, a presidente e o antecessor sem qualquer pudor entregam tudo para quem se dispor a ajudá-los a permanecer no poder.

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Antes não era golpe - ISTOÉ

PT apoiou 50 pedidos de impeachment contra FHC, Itamar e Collor, mas só hoje quando está no poder encara o processo como um atentado à democracia

Marcelo Rocha

Na terça-feira 29 de setembro de 1992, o então deputado Aloizio Mercadante (PT-SP) discursou no plenário da Câmara para defender o processo de impeachment contra o ex-presidente Fernando Collor - a aprovação do pedido ocorreria no dia seguinte. “Foram dezenas de passeatas e atos públicos que deixaram clara a determinação de lutar por um Brasil mais justo e mais ético. Voltar às costas para essa realidade é o mesmo que deixar que a história escape por entre os dedos”, afirmou Mercadante, atual ministro da Educação e um dos homens de confiança de Dilma Rousseff. Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência. O que mudou foram as conveniências e convicções do autor do discurso. Hoje, proclama-se o alarme de que está em curso no Congresso Nacional um golpe travestido de processo de impeachment. A estratégia da presidente, petistas e aliados é, para dizer o mínimo, incoerente.

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O paradoxo da presidente

Extremamente impopular, Dilma Rousseff não pode sair às ruas para se defender do impeachment que a ameaça e é obrigada a se proteger em ambientes fechados como os palácios presidenciais, que transformou em palco de comícios partidários nos quais prega para convertidos. Ela confia – como os fatos demonstram fartamente – que os veículos de comunicação se encarregarão de levar suas palavras aos brasileiros. Os mesmíssimos veículos de comunicação que o lulopetismo chama de “mídia golpista” e acusa de não abrir espaço para as notícias de interesse do governo porque conspiram contra a democracia. É paradoxal que Dilma admita por atos, embora frequentemente negue por palavras, que os veículos de comunicação cumprem seu dever de informar – sem abrir mão, é claro, de espaço para a manifestação de opinião, própria e de terceiros.

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Para Planalto, Lula estancou sangria de aliados

Em conversa com o blog, um auxiliar de Dilma Rousseff resumiu assim a semana: “Quando o PMDB anunciou o desembarque, propagou-se a tese de que o governo estava à beira do abismo e a presidente havia pisado no sabonete. Chegamos ao final de semana em pé. Contrariando todas as expectativas, não houve uma sangria na base do govenro no Congresso.”

O Planalto atribui o torniquete a Lula. Entrincheirado num hotel próximo ao Palácio da Alvorada, o ministro informal de Dilma manuseou cargos e verbas sem nenhuma hesitação ética. Guiou-se por duas bússolas: a moral da sobrevivência e a Lei da Silva. E conseguiu ganhar tempo com legendas como PP, PR e PSD, que ameaçavam desertar nas pegadas do PMDB.

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O golpe do 'golpe' - Demétrio magnoli

O kirchnerismo caiu numa disputa eleitoral. Derrotas nas urnas são contingências normais do jogo político. O lulopetismo encara a perspectiva de uma catástrofe: a humilhação histórica de um impeachment sustentado pela maioria esmagadora da população. É diante desse abismo que seus dirigentes formularam a narrativa do golpe. Ela não se destina a salvar o mandato agonizante de Dilma Rousseff, mas a resgatar os responsáveis pelo desastre. "Golpe" é a palavra escolhida para hipnotizar a base militante petista no pós-Dilma, congelando o debate interno e salvando a liderança política de Lula.

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O fim da longa união entre o PMDB do Rio e o Planalto

Dilma Rousseff, Luiz Fernando Pezão, Eduardo Paes e Sérgio Cabral: tempos de união que não voltam mais
Dilma Rousseff, Luiz Fernando Pezão, Eduardo Paes e Sérgio Cabral: tempos de união que não voltam mais(Reprodução/VEJA)

A convenção do PMDB que decidiu pelo desembarque do governo teve especial impacto no Rio de Janeiro, a última seção do partido que ainda apoiava em peso a presidente Dilma Rousseff. A aliança vinha de longe: nasceu de um pacto selado em 2006 entre o então presidente Lula, que precisava de um aliado no Sudeste para contrapor a São Paulo e Minas Gerais, dois redutos tucanos, e o então governador Sérgio Cabral, que precisava de verbas federais para tocar obras e fortalecer sua liderança no estado. A conjunção de interesses foi facilitada pela simpatia mútua. Os dois compareceram a dezenas de compromissos juntos e a convivência atraiu para a aliança duas figuras-chave do círculo de Cabral, o prefeito Eduardo Paes e o vice que viria a substituí-lo, Luiz Fernando Pezão. Agora, é um para lá e três para cá.

O turbilhão de denúncias envolvendo a operação Lava-Jato e a expectativa de o partido chegar à presidência com Michel Temer já seriam motivos para apressar o fim do casamento do PMDB do Rio com o PT. Jorge Picciani, deputado estadual e presidente do PMDB-RJ, enumera outros três episódios que levaram ao divórcio. "O desgaste da delação do (senador) Delcídio, da divulgação dos áudios do Lula e da posterior nomeação dele para ministro foi decisivo", afirma o cacique fluminense, brandindo uma pesquisa que mostra que 80% dos cariocas se opõem à ida do ex-presidente para a Casa Civil. O marqueteiro Renato Pereira, que fez as campanhas de Cabral e Paes, também possui indicadores que revelam que mais de 40% dos eleitores do estado do Rio rejeitam o PT, o triplo da rejeição a outras siglas.

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Temer, sobre pedido de impeachment feito por Cid Gomes: "Espetáculo deprimente"

O vice-presidente da República, Michel Temer - 16/11/2015
O vice-presidente da República, Michel Temer - 16/11/2015(Evaristo Sá/AFP)

O vice-presidente Michel Temer respondeu por meio de nota ao pedido de impeachment protocolado contra ele na Câmara dos Deputados pelo ex-governador do Ceará Cid Gomes. Segundo Temer, o pedido é baseado em "notícias velhas sem sustentação, citações equivocadas e interpretações de pessoas mal-informadas".

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DEM aciona Ministério Público contra atos de Dilma no Palácio Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/brasil/dem-aciona-ministerio-publico-contra-atos-de-dilma-no-palacio-18997754#ixzz44f2Sdw5X © 1996 - 2016. Todos direitos reservados a

Dilma Rousseff durante encontro com artistas e intelectuais no Palácio do Planalto - Givaldo Barbosa / Agência O Globo

BRASÍLIA - O líder do DEM na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM) decidiu acionar o Ministério Público no Distrito Federal (MPDF) questionando a atitude da presidente Dilma Rousseff de usar as instalações do Palácio do Planalto para o que classifica como "atos de campanha e comícios políticos". Pauderney quer que o MPDF investigue Dilma por improbidade administrativa.

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Para analistas, governo não mira meta fiscal e pode estar descumprindo LRF

Os dois cortes de gastos efetuados pelo governo federal no orçamento de 2016, totalizando 44,65 bilhões, não são suficientes para atingir a meta fiscal em vigor, avaliam economistas ouvidos peloG1Na avaliação deles, ao não buscar a meta fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) – de um superávit primário de R$ 24 bilhões para suas contas neste ano – o governo pode estar descumprindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Para tentar de fato atingir a meta vigente, segundo os analistas, o governo deveria efetuar bloqueios mais expressivos de despesas na peça orçamentária ou aumentar tributos.

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Documentos do SNI mostram corrupção da Odebrecht na década de 1980

O líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva, identificado como LILS, rodava o país em campanha. O ano era 1989 – mais de duas décadas antes da Lava Jato e da criação da empresa de palestras do ex-presidente que está sob investigação. O informe 010894 do Serviço Nacional de Informações, o SNI, detalha a viagem de Lula em outubro daquele ano pela Bahia. Ele sobe ao palanque para discursar e condena a obra da Barragem Pedra do Cavalo, no Estado: “Não serve para nada e foi construída para que as empreiteiras Odebrecht e Camargo Corrêa mamassem US$ 650 milhões”, disse Lula. Na obra de Pedra do Cavalo, a Odebrecht foi acusada de apresentar proposta exatamente igual àquela fornecida no edital do governo e de ser a “favorita” do então governador baiano, Roberto Santos, do PMDB.

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